Ajloun fica a 73 km a norte de Aman, no norte da Jordânia.
A meio caminho da Síria, Líbano ou Israel.
Esta localização fez de Ajloun uma cidade estratégica.
Cruzamento de várias rotas comerciais entre a Ásia e a Europa, lugar de defesa à ofensiva das cruzadas, controlo do Vale do Jordão… foram muitas as funções desempenhadas pelo castelo de Ajloun, a principal atração da cidade
.
O castelo não impediu o avanço dos cruzados, no séc. XII e décadas depois foi ampliado.
Um terramoto destruiu parte da estrutura no séc. XVII.
Por duas vezes foi recuperado.
O castelo fica no alto de uma montanha.
A origem é atribuída a um mosteiro de cristãos árabes mas a arquitetura é marcadamente árabe, rodeada de quatro torres.
No interior tinha um museu.
Quando visitei, parte da fortificação estava destruída e nem a placa do horário dava para ler.
A estrutura era toda de pedra, com uma vala de proteção e a entrada era por uma passadeira de madeira.
Num dos lados, um grupo de militares, bem armados, fazia a vigilância do local.
O nosso guia foi Ibrahim.
Estava à entrada da fortificação a aguardar por turistas.
Simpático, cordial e muito falador.
Já tinha alguma idade. De óculos, gestos exuberantes que demonstravam entusiasmo pelas histórias que contou. Histórias do castelo, da região e da sua própria vida.
Disse que estudou em Inglaterra, tirou o curso de engenharia (?) e decidiu regressar à sua terra para saborear os últimos anos da sua vida.
Tinha um imenso entusiasmo.
Levou-nos ao interior do castelo, explicou-nos em detalhe o significado de cada ala, os vestígios em algumas pedras e gostava de conversar lá em cima. Com a brisa a refrescar e o vale a marcar o amplo horizonte.
Falou das pessoas, das virtudes e defeitos do povo a que pertence e das permanentes dificuldades que tiveram de ultrapassar. Agora e no passado.
Foi um anfitrião que gostou de ser fotografado com os turistas, com prazer.
Do castelo via-se o vale Jordão e a cidade de Ajloun.
A cidade espalhava-se pela cidade. Em alguns locais com uma maior concentração urbana. Mais para cima, as casas estavam envolvidas pelas árvores e viam-se de modo disperso.
O vale tinha muitas zonas verdes. Era uma região fértil e com muita vegetação mediterrânica.
Uma área de 13 km2 foi protegida devido à sua riqueza e diversidade.
Devido aos terrenos férteis esta região teve uma forte presença de pessoas de várias culturas e civilizações.
Trabalhos de arqueologia têm revelado vestígios com milhares de anos.
Espetacular foi a descida do castelo pela estrada. Sinuosa.
Em alguns momentos o olhar hesitava entre a fortaleza e o vale.
Subitamente uma nova perspetiva do castelo, na diagonal.
Pouco depois, com a descida quase a pique, as primeiras casas da cidade.
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