Jerash é um dos locais mais procurados pelos turistas.
Fica a 46 km de Aman e demora algum tempo a visitar.
É preciso levar água, óculos de sol e calçado confortável.
É uma área muito extensa, cheia de história e sensações.
Cruzam-se caminhos, rotas comerciais e as enormes colunas de pedra, que são visíveis por todo o lado, marcam esses caminhos.
Mais do que os vestígios físicos a minha visita ficou marcada pela imaginação do que seria estar aqui há milhares de anos e assistir a comerciantes entrarem na cidade com animais e mercadoria.
Foi ponto de confluência de várias civilizações e gentes de vários continentes.
A sua origem remonta a mais de seis mil anos antes de Cristo e foi marcada por traços greco-romanos.
Encontram-se sinais de culturas como helénica, romana, bizantina e árabe.
Apesar de em muitos locais se encontrarem apenas fachadas e parte de construções com fins comerciais, religiosos, habitação e militar é um dos sítios arqueológicos de arquitetura romana melhor preservado.
Entrámos pelo arco de Hadrian.
Um arco enorme, numa fachada que faz lembrar Petra e que tem ainda mais dois arcos pequenos.
A fachada era de pedras enormes, de cor rosada e com pedra trabalhada.
Entrámos num mundo que precisava de um guia para ser melhor entendido.
Após a passagem do arco havia vários guias, com cartões ao peito .
O serviço era barato e valeu a pena.
Havia muito para ver e perceber.
Logo a começar pelo lado esquerdo, o hipódromo e depois a praça oval. Seguiu-se a praça e o templo de Zeus.
Lá em cima, numa das colinas, a vista era muito fantástica.
Aqui podia-se encontrar informação mais detalhada sobre a história e o património de Jerash.
O sitio arqueológico era vigiado por militares.
Não muito longe havia uma zona residencial, separada pelas muralhas antigas e no interior do parque arqueológico havia vendedores ambulantes. Discretos.
Vendiam bugigangas e também algumas moedas que dizem terem sido descobertas.
Uma observação: se comprar estas moedas, corre o risco de serem falsas. Se forem verdadeiras corre o risco de ter problemas no aeroporto.
Um dos pontos altos do turismo em Jerash é em Junho.
De dois em dois anos (anos pares) realiza-se o Jerash Festival.
A primeira edição foi em 1981 e é um dos eventos mais marcantes desta região.
Musica, folclore dança, teatro, acrobacias ... enchem alguns dos espaços mais relevantes de Jerash.
A fachada da porta sul, a acústica do anfiteatro romano com cerca de 4 mil espetadores e fogo de artificio numa das vias ladeadas de colunas são algumas das atividades que celebram a cultura jordana e árabe.
O cenário das ruínas, as cores e as luzes criam um ambiente único.
No Hipódromo realizava-se todos os dias um espetaculo.
Recriam-se as lutas romanas, com os gladiadores, corridas com coches puxados a cavalos e explicação de técnicas militares.
No interior do sitio arqueológico foi também vulgar encontrar músicos. Tocavam música tradicional e o rendimento dependia das gorjetas dos turistas.
Junto à porta sul estava o Jerash visitor center. Vendiam aqui os bilhetes de ingresso e as portas abriam às 7h.
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